RESUMO DAS AÇÕES DO MÊS DE JULHO DE 2026 DO PROGRAMA VIVA MAIS CIDADANIA
RESUMO DAS AÇÕES DO MÊS DE JULHO DE 2026 DO PROGRAMA VIVA MAIS CIDADANIA
Projeto de Extensão: Formação Política, de curta duração, em Direitos Humanos e educação digital e midiática para pessoas idosas em situação de vulnerabilidade e discriminação múltipla em Melgaço.
No mês de julho de 2026 o projeto desenvolveu a seguinte atividade;
- Revisão e encaminhamentos para conclusão do “DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA POPULAÇÃO IDOSA EM MELGAÇO-PA”.
No mês de julho de 2026 o coordenador do projeto, Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues, procedeu com a revisão e encaminhamentos para conclusão do “DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA POPULAÇÃO IDOSA EM MELGAÇO-PA”, documento elaborado pela equipe, no âmbito do Programa Viva Mais Cidadania, que apresenta uma análise das condições de vida, vulnerabilidades, potencialidades e desafios enfrentados pelas pessoas idosas e pela população a partir de 50 anos no município de Melgaço, localizado no arquipélago do Marajó. No dia 21/06/2026 o referido documento foi devidamente encaminhado para as secretarias de Melgaço/PA: Secretária Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal do Trabalho e Promoção Social, para fins de conhecimento. Será publicado no site oficial e redes sociais do Campus, em redes do Grupo de Pesquisa Processos em Educação, Mídia e Cultura Política-GPEMIC, bem como no site oficial do projeto.
RESUMO DO DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA POPULAÇÃO IDOSA EM MELGAÇO-PA
O Diagnóstico Situacional da População Idosa em Melgaço (PA) apresenta uma análise das condições de vida, vulnerabilidades, potencialidades e desafios enfrentados pelas pessoas idosas e pela população a partir de 50 anos no município de Melgaço, localizado no arquipélago do Marajó. Elaborado no âmbito do Programa Viva Mais Cidadania, o estudo reúne e interpreta dados oficiais, indicadores socioeconômicos e demográficos, pesquisas acadêmicas e informações sobre o território, considerando as especificidades de uma população majoritariamente rural e ribeirinha. A publicação aborda temas como envelhecimento, pobreza, renda, educação, saúde, saneamento, acesso a serviços públicos, inclusão digital, violações de direitos, violência patrimonial e financeira, interseccionalidade e participação social. Também apresenta um mapeamento inicial da rede local de proteção e apoio à pessoa idosa. Ao articular dados quantitativos e uma leitura territorial do envelhecimento, o diagnóstico evidencia que envelhecer em Melgaço envolve desafios relacionados às grandes distâncias, aos deslocamentos fluviais, às desigualdades históricas e à limitada presença de determinados serviços públicos, mas também aos saberes tradicionais, às redes comunitárias e às formas de resistência próprias das populações marajoaras. O documento busca contribuir para o planejamento de ações intersetoriais, para o fortalecimento das políticas públicas e para a promoção dos direitos humanos e da cidadania das pessoas idosas no território.
1. Introdução. Apresenta os objetivos do diagnóstico, o vínculo com o Programa Viva Mais Cidadania, a justificativa para incluir também pessoas de 50 a 59 anos como público estratégico de prevenção e as principais fontes utilizadas, especialmente IBGE, FAPESPA, Painel Marajó 2025 e produções acadêmicas sobre Melgaço.
2. Melgaço em dados comparativos: IBGE (2000 a 2025). Sistematiza a evolução populacional do município, a distribuição entre áreas urbana e rural, a baixa densidade demográfica e o crescimento da população. Os dados evidenciam a permanência de forte presença rural e ribeirinha, aspecto decisivo para compreender as dificuldades de acesso a serviços e políticas públicas.
3. Envelhecer em uma cidade-floresta. Analisa o envelhecimento a partir das particularidades territoriais de Melgaço, marcadas por rios, florestas, comunidades ribeirinhas, grandes distâncias e dependência do transporte fluvial. Apresenta a composição da população com 50 anos ou mais, destacando 1.452 pessoas com 60 anos ou mais em 2022, e relaciona o direito ao envelhecimento às condições concretas de mobilidade, acesso a serviços, saberes locais e presença do Estado.
4. Questões socioeconômicas: desafios às políticas públicas para pessoas idosas. Discute pobreza, baixa renda, dependência de transferências sociais, analfabetismo, precariedade sanitária, dificuldades de acesso à saúde, exclusão energética e baixa inclusão digital. Mostra que essas condições ampliam a vulnerabilidade das pessoas idosas, inclusive diante de golpes, empréstimos abusivos e apropriação indevida de benefícios, reforçando a necessidade de respostas intersetoriais e territorializadas.
5. Violações de direitos: muito ainda precisa ser escutado. Destaca a inexistência de uma base municipal consolidada sobre violência contra pessoas idosas e aponta lacunas relativas a negligência, abandono, violência psicológica, patrimonial e financeira, golpes digitais e acesso a benefícios. Defende a escuta qualificada e a integração entre assistência social, saúde, segurança pública, sistema de justiça e canais de denúncia para produzir informações e respostas mais efetivas.
6. Interseccionalidade: envelhecer não é igual para todos. Demonstra que idade, gênero, raça, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, baixa escolaridade e pertencimento territorial podem se combinar e produzir formas diferenciadas de vulnerabilidade. O texto chama atenção para mulheres idosas, pessoas negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, com deficiência, LGBTQIA+ e com baixa escolaridade, defendendo ações sensíveis às múltiplas experiências de envelhecimento.
7. Mapeamento inicial da rede local de proteção e apoio. Identifica atores que podem participar da mobilização, escuta, encaminhamento e acompanhamento das pessoas idosas, incluindo assistência social, saúde, conselhos, escolas, igrejas, associações, lideranças comunitárias, agentes comunitários de saúde, bancos e a UFPA. O mapeamento reforça a necessidade de articulação entre poder público, universidade e comunidade.
8. Limitações do diagnóstico. Reconhece que o estudo se baseia majoritariamente em fontes secundárias e que ainda faltam dados municipais desagregados sobre violações de direitos, raça/cor, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero e pertencimento a comunidades tradicionais. Por isso, o documento é apresentado como base técnica inicial a ser complementada pela escuta direta das pessoas idosas e dos atores locais.
9. Considerações finais. Conclui que Melgaço ainda possui estrutura demográfica jovem, mas apresenta crescimento da população idosa em um território marcado por desigualdades e barreiras de acesso. Ao mesmo tempo, ressalta as potências locais, como saberes tradicionais, redes de solidariedade, memória e formas de resistência. Defende que o Programa Viva Mais Cidadania fortaleça ações intersetoriais, populares, itinerantes e preventivas, transformando os dados do diagnóstico em políticas e estratégias concretas de promoção dos direitos humanos e da cidadania
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