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RESUMO DAS AÇÕES DO MÊS DE JULHO DE 2026 DO PROGRAMA VIVA MAIS CIDADANIA

  • Publicado: Terça, 18 de Agosto de 2026, 08h00
  • Última atualização em Quarta, 19 de Agosto de 2026, 08h45

RESUMO DAS AÇÕES DO MÊS DE JULHO DE 2026 DO PROGRAMA VIVA MAIS CIDADANIA


Projeto de Extensão: Formação Política, de curta duração, em Direitos Humanos e educação digital e midiática para pessoas idosas em situação de vulnerabilidade e discriminação múltipla em Melgaço.

No mês de julho de 2026 o projeto desenvolveu a seguinte atividade;

- Revisão e encaminhamentos para conclusão do “DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA POPULAÇÃO IDOSA EM MELGAÇO-PA”.

No mês de julho de 2026 o coordenador do projeto, Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues, procedeu com a revisão e encaminhamentos para conclusão do “DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA POPULAÇÃO IDOSA EM MELGAÇO-PA”, documento elaborado pela equipe, no âmbito do Programa Viva Mais Cidadania, que apresenta uma análise das condições de vida, vulnerabilidades, potencialidades e desafios enfrentados pelas pessoas idosas e pela população a partir de 50 anos no município de Melgaço, localizado no arquipélago do Marajó. No dia 21/06/2026 o referido documento foi devidamente encaminhado para as secretarias de Melgaço/PA: Secretária Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal do Trabalho e Promoção Social, para fins de conhecimento. Será publicado no site oficial e redes sociais do Campus, em redes do Grupo de Pesquisa Processos em Educação, Mídia e Cultura Política-GPEMIC, bem como no site oficial do projeto.

 

RESUMO DO DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA POPULAÇÃO IDOSA EM MELGAÇO-PA

O Diagnóstico Situacional da População Idosa em Melgaço (PA) apresenta uma análise das condições de vida, vulnerabilidades, potencialidades e desafios enfrentados pelas pessoas idosas e pela população a partir de 50 anos no município de Melgaço, localizado no arquipélago do Marajó. Elaborado no âmbito do Programa Viva Mais Cidadania, o estudo reúne e interpreta dados oficiais, indicadores socioeconômicos e demográficos, pesquisas acadêmicas e informações sobre o território, considerando as especificidades de uma população majoritariamente rural e ribeirinha. A publicação aborda temas como envelhecimento, pobreza, renda, educação, saúde, saneamento, acesso a serviços públicos, inclusão digital, violações de direitos, violência patrimonial e financeira, interseccionalidade e participação social. Também apresenta um mapeamento inicial da rede local de proteção e apoio à pessoa idosa. Ao articular dados quantitativos e uma leitura territorial do envelhecimento, o diagnóstico evidencia que envelhecer em Melgaço envolve desafios relacionados às grandes distâncias, aos deslocamentos fluviais, às desigualdades históricas e à limitada presença de determinados serviços públicos, mas também aos saberes tradicionais, às redes comunitárias e às formas de resistência próprias das populações marajoaras. O documento busca contribuir para o planejamento de ações intersetoriais, para o fortalecimento das políticas públicas e para a promoção dos direitos humanos e da cidadania das pessoas idosas no território.

1. Introdução. Apresenta os objetivos do diagnóstico, o vínculo com o Programa Viva Mais Cidadania, a justificativa para incluir também pessoas de 50 a 59 anos como público estratégico de prevenção e as principais fontes utilizadas, especialmente IBGE, FAPESPA, Painel Marajó 2025 e produções acadêmicas sobre Melgaço.

2. Melgaço em dados comparativos: IBGE (2000 a 2025). Sistematiza a evolução populacional do município, a distribuição entre áreas urbana e rural, a baixa densidade demográfica e o crescimento da população. Os dados evidenciam a permanência de forte presença rural e ribeirinha, aspecto decisivo para compreender as dificuldades de acesso a serviços e políticas públicas.

3. Envelhecer em uma cidade-floresta. Analisa o envelhecimento a partir das particularidades territoriais de Melgaço, marcadas por rios, florestas, comunidades ribeirinhas, grandes distâncias e dependência do transporte fluvial. Apresenta a composição da população com 50 anos ou mais, destacando 1.452 pessoas com 60 anos ou mais em 2022, e relaciona o direito ao envelhecimento às condições concretas de mobilidade, acesso a serviços, saberes locais e presença do Estado.

4. Questões socioeconômicas: desafios às políticas públicas para pessoas idosas. Discute pobreza, baixa renda, dependência de transferências sociais, analfabetismo, precariedade sanitária, dificuldades de acesso à saúde, exclusão energética e baixa inclusão digital. Mostra que essas condições ampliam a vulnerabilidade das pessoas idosas, inclusive diante de golpes, empréstimos abusivos e apropriação indevida de benefícios, reforçando a necessidade de respostas intersetoriais e territorializadas.

5. Violações de direitos: muito ainda precisa ser escutado. Destaca a inexistência de uma base municipal consolidada sobre violência contra pessoas idosas e aponta lacunas relativas a negligência, abandono, violência psicológica, patrimonial e financeira, golpes digitais e acesso a benefícios. Defende a escuta qualificada e a integração entre assistência social, saúde, segurança pública, sistema de justiça e canais de denúncia para produzir informações e respostas mais efetivas.

6. Interseccionalidade: envelhecer não é igual para todos. Demonstra que idade, gênero, raça, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, baixa escolaridade e pertencimento territorial podem se combinar e produzir formas diferenciadas de vulnerabilidade. O texto chama atenção para mulheres idosas, pessoas negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, com deficiência, LGBTQIA+ e com baixa escolaridade, defendendo ações sensíveis às múltiplas experiências de envelhecimento.

7. Mapeamento inicial da rede local de proteção e apoio. Identifica atores que podem participar da mobilização, escuta, encaminhamento e acompanhamento das pessoas idosas, incluindo assistência social, saúde, conselhos, escolas, igrejas, associações, lideranças comunitárias, agentes comunitários de saúde, bancos e a UFPA. O mapeamento reforça a necessidade de articulação entre poder público, universidade e comunidade.

8. Limitações do diagnóstico. Reconhece que o estudo se baseia majoritariamente em fontes secundárias e que ainda faltam dados municipais desagregados sobre violações de direitos, raça/cor, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero e pertencimento a comunidades tradicionais. Por isso, o documento é apresentado como base técnica inicial a ser complementada pela escuta direta das pessoas idosas e dos atores locais.

9. Considerações finais. Conclui que Melgaço ainda possui estrutura demográfica jovem, mas apresenta crescimento da população idosa em um território marcado por desigualdades e barreiras de acesso. Ao mesmo tempo, ressalta as potências locais, como saberes tradicionais, redes de solidariedade, memória e formas de resistência. Defende que o Programa Viva Mais Cidadania fortaleça ações intersetoriais, populares, itinerantes e preventivas, transformando os dados do diagnóstico em políticas e estratégias concretas de promoção dos direitos humanos e da cidadania

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